terça-feira, fevereiro 27, 2024
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Por que separar gastos pessoais dos jurídicos em uma empresa?

Empreendedores costumam assumir todo tipo de dificuldade para que o seu negócio tenha sucesso. Acaba tornando-se até um hábito tirar dinheiro do próprio bolso para investir na empresa.

Contudo, não ter divisão entre o que são gastos pessoais e o que são gastos jurídicos pode ser muito prejudicial. Neste artigo, vamos explicar por que os dois tipos de despesas devem ser separadas e como fazer isso.

Motivos para separar os gastos pessoais dos jurídicos

Com certeza, é muito mais fácil apenas considerar todo o dinheiro pessoal e o da empresa como uma única coisa. Principalmente para os pequenos negócios que não possuem funcionários ou sede, situação em que é mais difícil estabelecer onde começam e onde terminam os gastos jurídicos.

Porém, ter uma divisão bem definida é necessário para a saúde financeira de ambos, empresa e empresário. Saiba por qual razão separar os gastos pessoais dos jurídicos abaixo.

Não gastar recursos da empresa

Talvez um dos motivos mais fortes para que se tenha uma separação nítida entre gastos pessoais e jurídicos é para que você não utilize o dinheiro corporativo com o seu lazer e supérfluos.

Ter um panorama sobre a situação da empresa

Quando não há separação entre o dinheiro pessoal e o da empresa, não é possível medir o lucro e o crescimento desta. Mas, quando os valores são bem definidos, fica mais fácil visualizar o que entra e sai da organização e, consequentemente, se ela está indo bem ou não.

Diminuir risco de endividamento

Separar o dinheiro pessoal do corporativo também é importante para que se tenha uma reserva para os pagamentos, percebendo se os lucros da empresa são suficientes para os custos. Assim, você resolve desbalanços nas despesas e evita o endividamento jurídico e o seu próprio, ao não utilizar o seu dinheiro para cobrir o que faltava na empresa.

Ganhar credibilidade

Com qual empresa você preferiria fechar negócio: uma que tem todos os gastos anotados e uma organização primorosa dos débitos e lucros ou uma que não faz ideia de quanto gasta e que o dono pode a qualquer momento retirar dinheiro da organização?

A escolha pela primeira opção seria quase unânime, porque diz respeito a uma boa administração e, consequentemente, credibilidade.

Como separar os gastos pessoais dos jurídicos

Você já sabe que o melhor a se fazer é separar o que pertence a você e o que é da sua empresa. Agora, explicaremos como fazer isso. Confira abaixo!

Defina a sua remuneração

Se todo o seu dinheiro vem da empresa pode ser confuso tentar dividir os dois âmbitos. Por isso, você deve separar o seu salário, com base nos lucros da empresa, valores do mercado e quanto você usa para sobreviver, e não pegar mais do que o que for definido.

Tenha contas bancárias separadas

No processo de divisão das despesas pessoais e jurídicas também será necessário abrir uma conta para a empresa (caso ainda não possua).

Criação de planilhas

Enquanto os gastos ainda estiverem um pouco bagunçados, você pode começar a criar planilhas anotando tudo o que entra e sai da empresa e das suas finanças. Assim você vai perceber caso uma das contas esteja com o dinheiro que deveria estar na outra.

Contrate um contador

Por último, se você tiver muita dificuldade em fazer a separação, o ideal é contratar um contador. Ele vai realizar os cálculos e manter um monitoramento das despesas da empresa para garantir que os valores estejam corretos.

E, mesmo que seja uma despesa a mais, esse profissional traz muitos benefícios, garantindo o crescimento da organização

Conte nos comentários como você organiza as suas despesas e se as dicas que apresentamos foram úteis.