quinta-feira, agosto 28, 2025
Tecnologia

Crescimento de fraudes na era digital: Os desafios e soluções para e-commerces

O crescimento de fraudes na era digital é um desafio global. Com a evolução da tecnologia, os criminosos também aprimoram suas táticas. Este artigo explora as formas mais comuns de golpes online, como se proteger e as tecnologias que combatem essa ameaça, garantindo maior segurança para usuários e empresas.

O comércio eletrônico brasileiro vem registrando um crescimento expressivo nos últimos anos, impulsionado pela digitalização acelerada e pela mudança no comportamento do consumidor após a pandemia.

Em 2024, o setor movimentou cerca de R$ 204 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Esse número representa um salto de 10,5% em relação ao ano anterior, refletindo o amadurecimento do mercado e a consolidação de novos hábitos de consumo.

No entanto, esse avanço também trouxe novos riscos. À medida que o e-commerce se expande, aumentam as tentativas de fraudes digitais, cada vez mais sofisticadas e frequentes. De acordo com o Mapa da Fraude da ClearSale, foram mais de 2,8 milhões de tentativas de golpe apenas em 2024, somando R$ 3 bilhões em valores potencialmente fraudados.

Garantir segurança nas transações, sem comprometer a experiência do cliente, tornou-se um dos maiores desafios para os lojistas. Por isso, diante da crescente complexidade dos ataques, investir em uma solução antifraude eficiente é hoje uma necessidade estratégica.

Os desafios dos e-commerces com o crescimento de fraudes na era digital

Crescimento de fraudes na era digital
Crescimento de fraudes na era digital

Ao longo deste artigo, exploramos os principais desafios enfrentados pelos e-commerces contra as ameaças digitais, os tipos mais comuns de fraude e as melhores práticas para preveni-las. Confira!

Por que os e-commerces são alvos atraentes para  fraudadores?

O ambiente digital facilita a automação de ataques em massa, permitindo que fraudadores testem diversos tipos de golpes em curto espaço de tempo. Com o uso de bots e sistemas automatizados, é possível realizar tentativas de compra de forma simultânea, tornando mais difícil a detecção rápida da fraude.

A verificação da identidade do consumidor é um dos principais gargalos na internet. A ausência do contato físico, aliada à facilidade de criação de perfis falsos e uso de dados roubados, dificulta a confirmação da legitimidade das compras.

Além disso, o alto volume de pedidos em datas promocionais compromete a capacidade de análise manual por parte dos lojistas. Novos modelos de negócio, como marketplaces, dropshipping e social commerce, ampliam o ecossistema digital, mas também aumentam os pontos de vulnerabilidade.

Fraudes mais comuns no e-commerce

Com a evolução da tecnologia, as táticas dos fraudadores também se tornaram mais diversificadas. O e-commerce enfrenta uma série de ataques que vão desde a utilização de cartões roubados até a autofraude, praticada pelos próprios clientes.

Conhecer os tipos mais frequentes é essencial para se antecipar aos riscos e adotar medidas eficazes de prevenção.

Fraude deliberada

Caracteriza-se pela ação consciente e planejada de fraude pelo comprador, que utiliza artifícios para enganar o lojista e obter vantagens ilegítimas, como compras falsas ou manipulação do processo de devolução.

Autofraude

Na autofraude, o próprio comprador realiza a compra com intenção de negá-la posteriormente. Pode envolver a alegação de não recebimento do produto, defeito inexistente ou uso indevido por terceiros.

Fraude amigável

Nesse tipo de fraude, um familiar ou conhecido do titular do cartão realiza uma compra sem autorização formal. O titular, ao não reconhecer a cobrança, solicita o chargeback. Embora não intencional em muitos casos, o impacto para o lojista é o mesmo.

Fraude com cartão de crédito

Uma das mais tradicionais, ocorre quando um fraudador utiliza dados de um cartão roubado para realizar compras em nome de outra pessoa. O verdadeiro titular contesta a transação, resultando em estorno (chargeback) para o lojista, que arca com o prejuízo.

Phishing

Essa tática envolve o envio de e-mails, mensagens ou páginas falsas que se passam por marcas conhecidas para roubar dados de acesso e informações bancárias dos consumidores. Quando bem-sucedido, o golpe compromete a confiança do cliente na loja.

Fraude de devolução

Ocorre quando o consumidor devolve um produto diferente do comprado, danificado ou usado, ou mesmo não devolve o produto após solicitar o cancelamento, causando prejuízos ao lojista.

Os prejuízos causados pelas fraudes digitais

As fraudes digitais não afetam apenas o faturamento dos e-commerces. Seus impactos se estendem à reputação da marca, à experiência do consumidor e à eficiência operacional. A seguir, veja os principais prejuízos relacionados aos golpes virtuais.

  • Perdas financeiras diretas com estornos: cada transação fraudulenta pode gerar um chargeback, obrigando o lojista a devolver o valor ao banco emissor, sem possibilidade de recuperação.
  • Danos à reputação da loja: consumidores que se sentem inseguros tendem a abandonar o site e compartilhar experiências negativas, afetando a credibilidade da marca e dificultando a atração de novos clientes.
  • Multas e penalidades contratuais: e-commerces com altos índices de chargeback podem sofrer restrições junto a operadoras de cartão, como tarifas elevadas, bloqueio de transações ou até mesmo a suspensão da conta.
  • Custos operacionais com retrabalho e atendimento: o tempo dedicado a investigações internas, contestações e suporte ao cliente gera sobrecarga na equipe e compromete a eficiência do negócio.
  • Riscos legais e sanções regulatórias: o vazamento de dados sensíveis pode levar a processos judiciais e penalidades com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de comprometer a confiança do consumidor e de parceiros comerciais.

Quais são os principais desafios enfrentados pelos lojistas

A prevenção de fraudes é um jogo de equilíbrio. Os lojistas precisam identificar comportamentos suspeitos com agilidade, sem comprometer a fluidez da experiência do cliente.

Além disso, pequenos e médios varejistas muitas vezes carecem de tecnologia e cultura voltadas à segurança. Com o aumento da complexidade das fraudes, acompanhar essa evolução se torna um desafio operacional e estratégico.

Outro dilema comum é o medo de barrar compras válidas. A rigidez excessiva pode frustrar clientes reais, enquanto a flexibilização pode abrir brechas para golpistas.

Boas práticas para e-commerces enfrentarem as ameaças digitais

A prevenção exige a combinação de tecnologia, processos bem definidos e educação da equipe. Pequenas mudanças podem reduzir consideravelmente os riscos e proteger a operação. Veja algumas práticas recomendadas.

  • Verificação de identidade e autenticação em dois fatores: aumenta a segurança na criação de contas e na finalização de compras.
  • Atualização constante de sistemas e APIs de pagamento: evita brechas exploradas por fraudadores.
  • Uso de ferramentas de análise comportamental: identifica padrões de comportamento suspeitos em tempo real.
  • Educação da equipe sobre cibersegurança: conscientiza todos os colaboradores sobre procedimentos seguros.
  • Acompanhamento de indicadores: a análise de taxa de aprovação, índice de chargeback e score de risco permite agir de forma proativa e com base em dados.
  • Implementação de uma solução antifraude especializada: automatiza a detecção de riscos, reduz perdas com fraudes e melhora a aprovação de pedidos legítimos com mais segurança.

A importância de contar com uma solução antifraude especializada

Em um ambiente dinâmico como o e-commerce, contar com uma solução antifraude é decisivo para manter a sustentabilidade do negócio. Essas plataformas combinam tecnologias como machine learning e inteligência artificial para realizar análises preditivas e tomadas de decisão automatizadas.

Outro diferencial é a capacidade de integração com gateways de pagamento, ERPs e CRMs, o que facilita a incorporação à rotina operacional sem prejudicar a performance da loja. Além disso, o monitoramento contínuo de comportamento e padrões de consumo possibilita respostas rápidas e precisas a tentativas de fraude.

Para e-commerces que desejam manter-se competitivos e seguros, adotar tecnologias especializadas é um passo fundamental.

Empresas como a ClearSale têm se destacado nesse cenário por sua expertise em análise de risco e por oferecer soluções eficazes e adaptáveis à realidade de cada loja virtual, independente do porte ou segmento.

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