Cadeiras com NR-17: essenciais para ergonomia e conforto no dia a dia
As cadeiras desenvolvidas conforme os princípios da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) vêm ganhando destaque como uma das principais ferramentas para promover conforto e adequação dos postos de trabalho.
A consolidação do home office e dos modelos híbridos fez com que milhões de brasileiros precisassem adaptar espaços domésticos para jornadas completas de trabalho. Ao mesmo tempo, especialistas observam um crescimento da preocupação com mobiliário ergonômico também entre estudantes e jogadores, que permanecem sentados por várias horas consecutivas.
A NR-17, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, serve para estabelecer parâmetros para que as condições de trabalho sejam compatíveis com as características físicas e cognitivas dos trabalhadores. O objetivo da norma é reduzir esforços desnecessários, prevenir doenças ocupacionais e proporcionar maior conforto durante a execução das atividades.
Embora a regulamentação trate de diversos aspectos relacionados à ergonomia, como organização do trabalho, iluminação, equipamentos e condições ambientais, as cadeiras ergonômicas figuram entre os elementos mais importantes da norma.
Adaptação é um dos principais critérios
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a NR-17 não determina um único modelo de cadeira para escritórios. A principal exigência é que o mobiliário permita adaptações às características do usuário e às atividades desempenhadas.
Isso significa que as cadeiras destinadas a postos de trabalho devem oferecer recursos que possibilitem ajustes, favorecendo uma postura adequada durante a jornada. Entre os aspectos considerados estão a regulagem de altura, apoio para a região lombar, estabilidade da base e características que proporcionem conforto durante o uso contínuo. Como os trabalhadores possuem alturas, pesos e proporções corporais diferentes, uma cadeira sem regulagem dificilmente atenderá às necessidades de todos os usuários.
Segundo especialistas em ergonomia, o ideal é manter os pés totalmente apoiados no chão, os joelhos formando um ângulo de aproximadamente 90 graus, os antebraços alinhados à superfície de trabalho e a coluna bem apoiada no encosto. Esses ajustes ajudam a reduzir a sobrecarga muscular durante longas horas sentado.
Home office amplia atenção à ergonomia
Durante a pandemia do Covid-19, o crescimento do trabalho remoto fez com que muitas pessoas improvisassem seus espaços de trabalho utilizando cadeiras de jantar, sofás ou bancos sem qualquer ajuste ergonômico. Mas, mesmo após o retorno parcial aos escritórios, o home office permaneceu como realidade para diversos profissionais, aumentando a necessidade de investir em mesas e cadeiras com NR-17 para jornadas de oito horas ou mais.
Esse cenário também foi impulsionado pelo crescimento do universo gamer. Com o aumento das atividades diante do computador, aumentou a procura por equipamentos capazes de oferecer conforto em partidas de jogos.
Benefícios das cadeiras com NR-17
Especialistas destacam que investir em ergonomia não significa apenas aumentar o conforto. A adequação do ambiente também busca reduzir fatores que contribuem para dores musculoesqueléticas, fadiga e desconfortos decorrentes de movimentos repetitivos ou posturas inadequadas.
Para evitar esses problemas, é importante avaliar a altura da mesa, o posicionamento do monitor, do teclado e do mouse, bem como fazer pausas regulares durante a jornada.
Além disso, ter uma cadeira compatível com os critérios das normas de trabalho não elimina, sozinha, os riscos relacionados ao trabalho sedentário. O modo de trabalho e a postura também influencia diretamente na produtividade e no bem-estar do usuário.
Empresas destacam atenção com a saúde ocupacional
A preocupação com ergonomia também vem sendo incorporada às estratégias de gestão de pessoas. Além do cumprimento da legislação trabalhista, empresas têm buscado oferecer ambientes mais adequados como forma de promover qualidade de vida e reduzir fatores que possam impactar a produtividade e a saúde dos colaboradores.
A ergonomia deixou de ser encarada apenas como uma obrigação legal e passou a integrar políticas voltadas ao bem-estar no ambiente corporativo. Na realidade do teletrabalho, a própria legislação prevê que empregadores orientem os trabalhadores sobre medidas preventivas relacionadas à ergonomia e ao uso correto dos equipamentos.
O que observar antes de escolher uma cadeira
Na hora de adquirir uma cadeira para uso diário, especialistas recomendam observar menos o aspecto estético e mais os recursos ergonômicos oferecidos pelo produto.
Entre os principais recursos está a regulagem de altura do assento, que possibilita manter os pés apoiados no chão e os joelhos em um ângulo confortável. O encosto com ajuste de inclinação e o apoio lombar ajudam a acompanhar a curvatura natural da coluna, oferecendo suporte para a região inferior das costas durante longos períodos sentado.
Outro diferencial é o apoio de braços regulável, que permite posicionar os antebraços de forma alinhada à mesa de trabalho, reduzindo a tensão nos ombros e pescoço. Já a base com rodízios e estrutura estável facilita a movimentação e proporciona mais segurança durante o uso.
Além disso, vale observar a profundidade do assento, que deve permitir que as costas permaneçam apoiadas no encosto sem pressionar a parte posterior dos joelhos, e o revestimento e a densidade da espuma — outros fatores que influenciam o conforto. A recomendação também é avaliar se a cadeira será utilizada por várias horas consecutivas, já que isso indica a necessidade de mais recursos ergonômicos.
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